domingo, 8 de dezembro de 2013

Boteco Filosófico

"Pessoas controladas estão sempre nervosas porque lá no fundo, o tumulto ainda está escondido. Se você não é controlado, mas é "solto", vivo, então não é nervoso. Não há motivo para estar nervoso -- o que quer que aconteça, acontece. Você não tem expectativas para o futuro, não está representando. Então, por que deveria ficar nervoso? 

Para conseguir controlar a mente, a pessoa precisa ficar tão fria, gelada, que nenhuma energia vital é permitido entrar nos seus membros, no seu corpo. Se essa energia tiver permissão para se mover, essas repressões virão à superfície. Por isso é que as pessoas aprenderam a manter-se frias, a tocar os outros sem de fato tocá-los, a ver as pessoas e, contudo não enxergá-las. Vivemos com frases feitas -- "Olá, como vai?" Ninguém quer dizer nada com isso. Essas frases são justamente para evitar o encontro real entre duas pessoas. As pessoas não se olham nos olhos, não se seguram às mãos, não procuram sentir a energia umas das outras, não se permitem o extravasamento de emoções -- muito amedrontadas, dando apenas um jeito de ir levando as coisas, frias e mortas, dentro de uma camisa-de-força." (Osho)

  

Puta sacada


domingo, 1 de dezembro de 2013

Puta sacada


Essa eu ôvo


Boteco Filosófico


“As mulheres têm o dom de surtar. A fragilidade atávica lhes permite perder a cabeça, chorar além do suportável, entrar no túnel, sofrer até sair da pele. Aos homens, resta o recuo, a obrigação do amparo. A posição de vítima é, por conquista, da mulher. Apesar do aspecto irracional, todo descabelamento feminino é fundamentado em uma razão concreta, um direito não atendido. É o que as salva da loucura.”

(Fernanda Torres, na crônica Buquê)


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O amor é lindo

"Se a gente tiver sorte, vai se acostumar ao outro corpo sem perder o interesse por ele. Os pés descalços, a pinta nas costas, a dor que reaparece e precisa ser combatida com massagens. Se a gente tiver sorte, vai se acostumar às ideias e a personalidade do outro, se apegar a elas. As descobertas e decepções da outra alma se tornam parte da nossa vida, compartilhadas. Se a gente tiver sorte, e alguma generosidade, vai receber o outro na nossa existência. Vai se acostumar a dividir com ele o tempo precioso, vai observá-lo mudar e amadurecer. Com sorte, a vida dela ou dele vai se tornar também a nossa vida. Por quanto tempo, nunca se sabe. A gente pode ter mais ou menos sorte. O importante é deixar-se tocar pela existência do outro e fazer parte dela. Deixar também que o outro faça parte. Essa é a grande experiência que fica, compartilhada."

[Se a gente tiver sorte - Ivan Martins]



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Boteco Filosófico



“O ator Emiliano Queiroz conta que frequentou, como ouvinte, o Actors Studio em Nova York e lá ouviu uma história sobre o mais conhecido ex-aluno do famoso curso de interpretação: Marlon Brando. Contaram-lhe que, certa vez, o professor Lee Strasberg propôs ao grupo um exercício: todos deveriam se comportar como galinhas num galinheiro na iminência de um ataque nuclear. Os alunos passaram a se dedicar a diferentes graus de agitação, introjetando a provável reação das galinhas ao cataclismo anunciado. Todos menos um, Marlon Brando, que manteve-se tranquilo e sonolento sobre seu poleiro imaginário. No fim do exercício Strasberg pediu explicações a Brando, que respondeu: como uma galinha saberia que estava prestes a acontecer um ataque nuclear? Ele optara pelo realismo. Sua galinha desinformada não perderia a calma.”
Trecho de A Galinha do Marlon Brando, crônica de Luis Fernando Verissimo
(pérola do Armando Antenore)